
Tenha dois ou mais equipamentos que servem para o mesmo fim por diferentes meios que terá aí uma guerra. É assim no setor automobilístico, de telefonia móvel, de eletrodomésticos e, é claro, no famigerado setor dos videogames.
Antes era o Atari, com nenhuma concorrência e jogos simples o suficiente para serem aproveitados por qualquer pessoa. Mas então, quando o sinal de lucro apareceu nesse novo meio, novas empresas surgiram para tentar dominar o mercado recém-criado. E foi dessa corrida pelas verdinhas que surgiram três companhias de sucesso, responsáveis pela mais nova guerra que se aproxima. Falo da Nintendo, a mais experiente e inovadora corporação gamística, que está prestes a lançar seu quinto console; falo da Microsoft, gigante da computação que não muito tempo atrás foi parar nesse barco, e, claro, também falo da Sony, que lançou hoje o seu terceiro console, após duas gerações de vitórias.
Toda nova leva de videogames lançada por essas empresas – o que ocorre sempre em uma média de cinco em cinco anos – é chamada de nova geração. A geração passada foi aquela constituída pelo PlayStation 2 (Sony), Xbox (Microsoft) e GameCube (Nintendo), da qual a Sony saiu vitoriosa.
Agora a nova geração vem à tona, e dessa vez foi a Microsoft quem saiu na frente. O Xbox 360, sucessor da caixa preta que foi um fracasso no Japão, foi lançado no natal passado e, sendo o único console da nova geração disponível no mercado (até hoje), já vem construindo tanto uma larga biblioteca de jogos como também uma boa base de consumidores. Os pontos fortes do 360 são: a) a quantidade de polígonos que pode gerar e conseqüente qualidade gráfica melhorada e b) as funcionalidades online disponíveis – a Xbox Live, rede virtual do videogame, permite que os usuários se comuniquem instantaneamente, baixem vídeos, versões demo de jogos, jogos de fliperama etc.
Mas agora o Xbox não é a única escolha, pois nessa sexta-feira mais um combatente adentrou o cenário da guerra, deixando-a muito próxima do início. O nada discreto PS3, que se edifica sobre a fama do nome mundialmente conhecido, foi solto no mundo ocidental hoje, após ansiosa espera. À porta de muitas lojas estadunidenses, sony-fanáticos ficaram numa fila por duas noites, esperando sair do acampamento urbano no dia 17 com a grande caixa do videogame debaixo dos braços, levar para casa e… dormir confortavelmente após exaustiva (e dispendiosa) contagem regressiva.
O mais novo membro da família PlayStation é capaz de ler a novíssima (e cara em igual intensidade) mídia Blu-ray, que pode armazenar o dobro de dados que um DVD de duas camadas pode e, consequentemente, ajudar na criação de gráficos foto-realistas. Conforme se alega, o PS3 é o videogame mais potente de todos os tempos, renderizando gráficos em 1080p, para deleito dos nossos olhos. No entanto, alguns especialistas confirmam que o PS3 só é capaz de adequadamente rodar jogos em até 1080i, que não é muito diferente da capacidade do Xbox 360. Ainda que a definição deste seja de 720p, o resultado final dos dois, na tela, não é muito diferente.
Mas, como dizia o Ben, um grande poder trás uma grande responsabilidade. O PS3 pode ser encontrado em duas versões: uma de US$499 e outra de US$599. De um jeito ou de outro, é o maior preço de todos os tempos já atribuído a um console doméstico!
Agora, para que a guerra esteja oficialmente começada, falta ainda uma última carta ser colocada: a da Nintendo. O seu novo console de nome estranho – o Nintendo Wii – irá tomar as prateleiras das lojas norte-americanas já nesse domingo, dia 19 de novembro.
Para que não fiquem dúvidas, a minha escolha definitivamente será o Wii!
Escrito por Phillipe Marcell
Escrito por Phillipe Marcell 

