Falei, falei do show e depois nem comentei nada aqui, né?! Pois vamos lá! Vai o relatório:
Eu, Adriano e Mayk fomos, às nove horas, de carro, para o Sesi Park (onde aconteceria o show). Quando chegamos lá, ainda não tinham aberto os portões e, então, esperamos. Depois de alguns minutos, chegaram Leonardo e duas amigas (cujos nomes não me recordo) e eu conheci o João G., que eu só conhecia pela internet. Blá, blá, blá.
Às dez os portões foram abertos e minha prima Flaviane (advogada) chegou. Ela estava trabalhando lá, então nem pediram identidade minha na hora de entrar, mas qualquer coisa tinha Adriano, que é maior de idade e estava como meu irresponsável.
Ao passar pelo portão e ser “revistado”, descobri que o espaço que nós ocuparíamos era de apenas duas quadras poliesportivas e as bandas se apresentariam em um palco de uns dois metros, pelo menos.
Compramos uma garrafa d’água e aguardamos a primeira banda entrar, e a primeira foi o Anhangá – que foi horrível. Cinco músicas depois o show deles terminou e entrou o Sedna, que já começou muito bem (tocaram Angels Cry). A banda é muito boa, o cantor (Rosan) é muito bom! Deu uns agudos que eu fiquei com medo do Andre nem conseguir. Eu mencionei que não estava botando fé que o Shaaman ia fazer um show digno? Pois então. Depois de algo em torno de seis músicas o Sedna saiu e entrou o Proto Cosmos Project, e era uma vocalista. Sim, eu disso uma, o que quer dizer que era uma pessoa do sexo feminino. Pensei: “pronto, lá vem um Nightwish enjoativo da vida”, mas era hard rock e a menina cantava bem pra caramba. Boiei legal nas músicas, só sei que o povo foi à loucura com a música Painkiller, que eu vagamente conhecia. Conclusão: o Sedna e o Proto Cosmos abriram o show com grande estilo e animaram a galera pra chegada da banda tão esperada!
Então enrolaram um pouco, e o cara da Rádio Cidade (que estava promovendo o show) disse pela milésima vez que tinham “uns filhos da puta que disseram que Cuiabá não tinha público para um show do Shaaman” e fez a gente ficar gritando “SHAAMAN! SHAAMAN! SHAAMAN!” para o fotógrafo tirar uma foto que ia para o jornal Folha do Estado (conto depois). Aí enrolaram, enrolaram e, quando eram uma e pouco foi entrando o Luís, o Hugo, o Ricardo e o Andre! Todo mundo começou a gritar de novo. E aí então eles tocaram Turn Away, que é a música mais pesada do CD.
Como vocês devem estar pensando, teve um monte de roda punk durante a música e o povo pulava demais, e eu tinha que escolher se eu pulava ou cantava, além de ter que ficar fugindo da “rodinha”. Acabei decidindo pular o tempo todo e cantar uma frase sim e outra não, já que o fôlego não dava. Terminada a música, eu estava definitivamente morrendo – e o show nem tinha começado. Aí veio Trail of Tears, Distant Thunder, Time Will Come, For Tomorrow, Innocence, Reason, Be Free (instrumental, inédita), o solo louquíssimo do Confessori, Pride, Ancient Winds, Here I Am, Fairy Tale, More, Iron Soul e Lisbon. Apesar de termos gritado muito “CARRY ON! CARRY ON! CARRY ON!”, o Andre disse que eles tinham tocado esta música a turnê passada inteira e que não ensaiaram-na mais e que não iam tocar, o que não significava que não podiam tocá-la na próxima vez que eles viessem, no ano que vem. Aí o Andre improvisou uma partezinha lá e a gente ficou feliz.
Cara, ao final do show eu estava completamente bobo. Cada música que eles tocaram e que estavam no show do DVD ficaram um milhão de vezes melhores, o Andre soltava cada agudo massa, o Hugo tocava a guitarra com os dentes, o Confessori girava a baqueta umas três vezes antes de bater nos pratos e nos tambores em uma velocidade assustadora e o Luís, bom… o Luís é Jesus, mas não é só ele quem salva!!!
Não tem como citar quais foram os momentos marcantes, porque todos foram. O Andre estudou geografia antes de vir pra cá (sabia que Várzea Grande é colada em Cuiabá, citou Rondonópolis, disse “matogrossense”… putz!), todo mundo cantava as músicas. A gente fez o “ôôôÔÔôôÔÔôÔ” marcante em For Tomorrow, Lisbon e Fairy Tale, cantávamos quando o Andre mandava… a interação foi muito boa! O Andre deu até uma de maestro lá. E de agora em diante quem dizer que o Andre não consegue cantar e manda a platéia continuar no lugar dele, eu mato! Ele aguentou tudo e muito mais!!!
Ah, sim, falando sobre o que saiu no jornal: uma foto com o povão gritando “SHAAMAN!” (mais precisamente no “SH”) e a notícia bombástica que o público do show de Cuiabá foi o terceiro maior de toda a turnê, com algo em torno de 4 e 5 mil pessoas, só perdendo para os públicos de São Paulo e Vitória, com 6 mil pessoas!!!
Viva a gente, e o Shaaman é claro!!!
P.S.: Fotos no meu fotolog, visite clicando aqui!