Queira ou não, a internet é um mundo paralelo ao nosso, em que todos estão (in)diretamente conectados e aptos a interagirem entre si. Nesta grande rede você pode ser quem você quer ser (ou até quem os outros queiram que você seja) e está lançado em um grande campo em que você pode ser apenas mais um transeunte ou hospedar-se em um lugar qualquer e eventualmente construir, à partir daí, uma grande casa, um alto prédio, ou, quem sabe, uma cidade inteira? Tudo depende do quão popular o seu local vai ser, e, conseqüentemente, depende da sua própria popularidade. Neste mundo você pode, mesmo sendo um rapaz raquítico e asmático que não receberia o mínimo de atenção no mundo real. Dissimulado ou não, o seu carisma, a sua habilidade com as palavras, com a câmera digital, com a publicidade e/ou sua criatividade podem te levar à fama em um piscar de olhos. E é exatamente por isso que a rede atrai cada vez mais seguidores.

Internet é informação, e há um fluxo incrivelmente grande disso povoando o espaço que você pode alcançar com rapidez e comodidade sem precedentes na comunicação: basta o apertar de um par de teclas e alguns cliques para acessar um mundo de entretenimento e notícias – que você pode fazer.
Hoje uma boa parcela do planeta Terra navega todo santo dia nesse grande oceano virtual, e nada por horas e mais horas, ou até dias. Às vezes até sem descansar os braços. Quando descobrem a possibilidade de entrar em contato com as mais diversas culturas, linguagens e credos, informar-se sobre qualquer conteúdo, ver qualquer tipo de imagem, qualquer tipo de vídeo, o neo-internauta começa a achar que o dia deveria ter mais que 24 horas e que colégio ou trabalho simplesmente não deveriam existir. A internet te seduz como O Anel do conto de Tolkien, e, bem como o artefato de ouro que muda de tamanho e peso constantemente, pode te prover tantos benefícios quanto pode te trazer conseqüências.
Com tantas possibilidades, é normal e até previsível que você comece a se envolver com uma parcela cada vez maior da internet, passando a criar blogs, flogs, abrindo ou participando de fóruns, lendo ou contribuindo com sites de notícias, colaborando com encilopédias virtuais, desenhando layouts, desenvolvendo websites… entre muitas outras coisas. Quanto mais você se envolve, menos você consegue discernir suas prioridades e menos tempo você encontra para as outras coisas. É o mesmo que estar em um sono bom, debaixo do cobertor em um dia de frio e ignorar seu despertador ou atrasá-lo mais um pouco – assim como dormir, navegar na internet é prazeroso e vai fazer você adiar desde afazeres domésticos nada legais até a satisfação de necessidades fisiológicas. Tome cuidado, a web é insidiosa. Além de te fazer chegar atrasado em reuniões ou esquecer daquele encontro, ela pode te enganar em muitos aspectos – e é preciso tomar alguns cuidados com ela.
Eu, por exemplo, já sustentei vários vícios na internet, que pareciam pequenos mas na verdade não era nada disso. Por exemplo, eu costumava verificiar muitos sites de notícias, e lia tudo o que vinha pela frente. Demorou até que eu percebesse que o fluxo de informação não me obrigava a ler tudo, mas era eu mesmo que me compelia a ficar à par de novidades acerca de tantos assuntos sob muitas perspectivas (fontes) diferentes. No final das contas, eu acabava fazendo leituras muito superficiais, e percebi que elas não são boas – apenas dificultam o processo de absorção e muitos vezes não acrescentam em nada. Passam batidas.
Vá por mim, não faça do monitoramento de notícias um hábito, não saia lendo toda e qualquer coisa que apareça. Evite assinar muitos feeds!
E encare isso: à partir do momento que você já se informou sobre tudo o que queria, já conversou até sobre o que não devia através de um mensageiro instantâneo, já checou seu e-mail e enviou correntes para todos os seus amigos, já comentou em blogs, flogs, opinou em fóruns, atualizou sua página, e não tem mais nada de interessante para fazer na internet, não fique clicando no “Atualizar” para monitorar seus comentários ou as notícias, simplesmente saia da internet por alguns instantes, que seja! Leia um livro, socialize pessoalmente, divirta-se com algum jogo, faça aquilo que você adiou por tanto tempo. Tenha em mente que qualquer coisa importante que apareça enquanto você estiver ausente vai continuar lá e você vai poder ver de qualquer computador decente (leia “de qualquer computador conectado à rede”).
A internet está ao seu dispor e deve existir em sua função – e não o contrário. Use-a bem e mantenha o uso saudável e, por fim, lembre-se que o computador é como O Anel mas você não é o Frodo – então não saia em jornada com uma comitiva para jogá-lo na Fenda da Perdição, certo?
Escrito por Phillipe Marcell
2006 está chegando mais e mais perto de seu fim, mas ainda promete muito. Esta é uma semana gloriosa para os amantes da tecnologia, recheada de eventos importantíssimos. Da Apple, tivemos a conferência “It’s Showtime” no dia 12, que marcou o lançamento da nova linha de iPods, nova versão do iTunes entre outras novidades; a Microsoft lançou hoje o Zune, concorrente direto da belezinha marcada com a maçã; a Nintendo arrasa dois cantos do mundo com conferências de pré-lançamento do seu mais novo console, a maior aposta da empresa: o Nintendo Wii.
10 pelos jogos tridimensionais do 64, tudo um clique distante. Quanto aos jogos do GameCube, você poderá rodar todos os seus Mini DVDs com o novo videogame.
Escrito por Phillipe Marcell
Escrito por Phillipe Marcell 






