Um Anel para a todos governar

Setembro 20, 2006

Queira ou não, a internet é um mundo paralelo ao nosso, em que todos estão (in)diretamente conectados e aptos a interagirem entre si. Nesta grande rede você pode ser quem você quer ser (ou até quem os outros queiram que você seja) e está lançado em um grande campo em que você pode ser apenas mais um transeunte ou hospedar-se em um lugar qualquer e eventualmente construir, à partir daí, uma grande casa, um alto prédio, ou, quem sabe, uma cidade inteira? Tudo depende do quão popular o seu local vai ser, e, conseqüentemente, depende da sua própria popularidade. Neste mundo você pode, mesmo sendo um rapaz raquítico e asmático que não receberia o mínimo de atenção no mundo real. Dissimulado ou não, o seu carisma, a sua habilidade com as palavras, com a câmera digital, com a publicidade e/ou sua criatividade podem te levar à fama em um piscar de olhos. E é exatamente por isso que a rede atrai cada vez mais seguidores.

Internet é informação, e há um fluxo incrivelmente grande disso povoando o espaço que você pode alcançar com rapidez e comodidade sem precedentes na comunicação: basta o apertar de um par de teclas e alguns cliques para acessar um mundo de entretenimento e notícias – que você pode fazer.

Hoje uma boa parcela do planeta Terra navega todo santo dia nesse grande oceano virtual, e nada por horas e mais horas, ou até dias. Às vezes até sem descansar os braços. Quando descobrem a possibilidade de entrar em contato com as mais diversas culturas, linguagens e credos, informar-se sobre qualquer conteúdo, ver qualquer tipo de imagem, qualquer tipo de vídeo, o neo-internauta começa a achar que o dia deveria ter mais que 24 horas e que colégio ou trabalho simplesmente não deveriam existir. A internet te seduz como O Anel do conto de Tolkien, e, bem como o artefato de ouro que muda de tamanho e peso constantemente, pode te prover tantos benefícios quanto pode te trazer conseqüências.

Com tantas possibilidades, é normal e até previsível que você comece a se envolver com uma parcela cada vez maior da internet, passando a criar blogs, flogs, abrindo ou participando de fóruns, lendo ou contribuindo com sites de notícias, colaborando com encilopédias virtuais, desenhando layouts, desenvolvendo websites… entre muitas outras coisas. Quanto mais você se envolve, menos você consegue discernir suas prioridades e menos tempo você encontra para as outras coisas. É o mesmo que estar em um sono bom, debaixo do cobertor em um dia de frio e ignorar seu despertador ou atrasá-lo mais um pouco – assim como dormir, navegar na internet é prazeroso e vai fazer você adiar desde afazeres domésticos nada legais até a satisfação de necessidades fisiológicas. Tome cuidado, a web é insidiosa. Além de te fazer chegar atrasado em reuniões ou esquecer daquele encontro, ela pode te enganar em muitos aspectos – e é preciso tomar alguns cuidados com ela.

Eu, por exemplo, já sustentei vários vícios na internet, que pareciam pequenos mas na verdade não era nada disso. Por exemplo, eu costumava verificiar muitos sites de notícias, e lia tudo o que vinha pela frente. Demorou até que eu percebesse que o fluxo de informação não me obrigava a ler tudo, mas era eu mesmo que me compelia a ficar à par de novidades acerca de tantos assuntos sob muitas perspectivas (fontes) diferentes. No final das contas, eu acabava fazendo leituras muito superficiais, e percebi que elas não são boas – apenas dificultam o processo de absorção e muitos vezes não acrescentam em nada. Passam batidas.

Vá por mim, não faça do monitoramento de notícias um hábito, não saia lendo toda e qualquer coisa que apareça. Evite assinar muitos feeds!

E encare isso: à partir do momento que você já se informou sobre tudo o que queria, já conversou até sobre o que não devia através de um mensageiro instantâneo, já checou seu e-mail e enviou correntes para todos os seus amigos, já comentou em blogs, flogs, opinou em fóruns, atualizou sua página, e não tem mais nada de interessante para fazer na internet, não fique clicando no “Atualizar” para monitorar seus comentários ou as notícias, simplesmente saia da internet por alguns instantes, que seja! Leia um livro, socialize pessoalmente, divirta-se com algum jogo, faça aquilo que você adiou por tanto tempo. Tenha em mente que qualquer coisa importante que apareça enquanto você estiver ausente vai continuar e você vai poder ver de qualquer computador decente (leia “de qualquer computador conectado à rede”).

A internet está ao seu dispor e deve existir em sua função – e não o contrário. Use-a bem e mantenha o uso saudável e, por fim, lembre-se que o computador é como O Anel mas você não é o Frodo – então não saia em jornada com uma comitiva para jogá-lo na Fenda da Perdição, certo?


Entenda a nova geração dos games

Setembro 14, 2006

2006 está chegando mais e mais perto de seu fim, mas ainda promete muito. Esta é uma semana gloriosa para os amantes da tecnologia, recheada de eventos importantíssimos. Da Apple, tivemos a conferência “It’s Showtime” no dia 12, que marcou o lançamento da nova linha de iPods, nova versão do iTunes entre outras novidades; a Microsoft lançou hoje o Zune, concorrente direto da belezinha marcada com a maçã; a Nintendo arrasa dois cantos do mundo com conferências de pré-lançamento do seu mais novo console, a maior aposta da empresa: o Nintendo Wii.

Hoje a Nintendo promoveu conferências simultâneas no Japão e nos Estados Unidos, em que finalmente foram revelados preço e data de lançamento do Wii (informações guardadas à sete chaves desde o primeiro anúncio do console, em maio de 2005), que fez com que milhões de jogadores ao redor do mundo começassem uma frenética contagem regressiva – inclusive eu.

Os holofotes iluminam a companhia milionária, roubando os flashes da Microsoft e Sony (que serão, também, gladiadoras na guerra que se aproxima). Mas o hype não é à toa. Afinal de contas, é a Nintendo quem está mais uma vez revolucionando o mundo dos jogos. Responsável pelo portátil de sucesso estrondoso Game Boy, ela foi pioneira e lançou um portátil capaz de renderizar gráficos 3D em duas telas, adicionando a sensibilidade a toques em uma delas e, conseqüentemente, revolucionando o mundo dos pequenos notáveis sob o nome de Nintendo DS.

Agora a atenção volta-se para um evento que só acontece, em média, de cinco em cinco anos: a ascensão dos videogames à um novo patamar, à uma geração inteiramente nova. A Sony (PlayStation) e a Microsoft (Xbox) apostam na velha fórmula de empacotar um hardware capaz de gerar gráficos mais poderosos que antes em uma caixa hi-tech e comercializar em massa para pessoas que apreciam ver incontáveis polígonos enchendo seus olhos enquanto os comandam com um controle convencional.

A Nintendo, por outro lado, faz jus ao adjetivo “nova” acompanhando a iminente “geração” e escolhe um caminho totalmente diferente em busca do mesmo destino: o sucesso. E tudo indica que ela escolheu o caminho certo, e em breve muitas, mas muitas pessoas vão trilhá-lo também.

Mais uma vez a Nintendo revoluciona o conceito de jogar ao trocar os controles cheios de alavancas e botões X, O, ∆ e cia. por um simples e bonito aparelho com menos de 10 botões. Quando mostrado pela primeira vez, o novo “controle” inspirava a palavra “estranho”. Hoje inspira “ideal”, “genial” e muitos outros adjetivos exaltadores. Muitas pessoas se espantaram ao ver que o novo controle da Nintendo se parecia com um controle remoto. Mas ninguém imaginava que as semelhanças parariam por aí.

Wiimote – uma pequena caixa, surpresas infindáveis.

Bonito. Fino. Sensível. Inspirado. Versátil. Brilhante. Podia ser uma breve e deslocada descrição do Leonardo di Caprio, mas não é. Falo do controle remoto do Wii (ou Wiimote), que tem tantas funções escondidas sob sua bonita carcaça que foram suficientes para preencher um ano inteirinho com revelações bem planejadas que mantiveram o hype do Wii nas alturas enquanto informações sobre jogos ou especificações de hardware não saíam. Desde 2005 nós viemos descobrindo mais e mais coisas sobre o controle.

A função mais revolucionária (e também a mais alardeada) é a integração de um acelerômetro capaz de detectar e interpretar todo e qualquer movimento que você fizer com o controle. Adicione a isso a capacidade dele de detectar para que lugar da tela você está apontando (ou não) e, assim, os fatores imersão e diversão são redefinidos com todas as possibilidades que estas novas aquisições trazem. A criatividade dos desenvolvedores é o único limite. (Experimente imaginar que tipos de jogos podem ficar incontáveis vezes melhores com o uso de um controle com essa capacidade. Agora pegue este número incontável e multiplique pelo fator diversão desta geração. Está aí o que o Wii vai te oferecer.)

Além disso, o Wiimote tem, em sua base, uma porta que é usada para o encaixe de periféricos que expandem ainda mais as possibilidades. Um exemplo disso é o Nunchuck.

O Nunchuck (à esquerda) foi o primeiro periférico anunciado e conta com uma alavanca e dois botões extras em seu topo.

Ainda que o controle remoto pareça auto-suficiente, a alavanca é necessária para andar pelos cenários (dispensando, assim, a necessidade de ficar dando voltas na sala para dar alguns passos no jogo), e é exatamente para isso que existe o Nunchuck. Conecte-o ao Wiimote e você terá em mãos o equipamento necessário para definitivamente entrar no mundo 3D. Este periférico também conta com recursos de reconhecimento de movimento – mas não tão avançados quanto o do controle principal.

Dentre muitas outras coisas, pode-se destacar, ainda, a presença de um alto-falante para aumentar o realismo (imagine-se segurando um arco virtual, disparando uma flecha e ouvindo o silvo dela ser reproduzido primeiro no controle e mover-se para o som da televisão à medida que a flecha corta o ar, por exemplo), o botão Power para poder ligar o videogame sem sair do sofá , a possibilidade de jogá-lo enquanto posicionado na horizontal e…

Opa, uma pausa aí! Esbarrei em um ponto importantíssimo.

Você com toda a certeza do mundo já jogou algum Super Mario e já foi viciado nele, ou então, quem sabe, já jogou uma emocionante partida de Goldeneye 007 na saudosa época do Nintendo 64 e vive dizendo pelos cantos: “que saudade dos velhos tempos…”. Pois pare de ficar resmungando: você vai voltar no tempo com o Wii.

Com o WiiConnect24 (serviço online do videogame) você será capaz de fazer download dos mais divertidos jogos do passado, incluindo os jogos do NES (Nintendinho), SNES (Super Nintendo), N64 (Nintendo 64) e Mega Drive (sim, eu disse Mega Drive, e sim, você vai ver o Sonic). São apenas 5 dólares por jogos do Nintendinho, 8 por jogos do Super Nintendo e Mega Drive e 10 pelos jogos tridimensionais do 64, tudo um clique distante. Quanto aos jogos do GameCube, você poderá rodar todos os seus Mini DVDs com o novo videogame.

E o console vai além da função de videogame. Os memory cards darão lugar a cartões SD (os mesmos utilizados em câmeras digitais), e o melhor é que eles não servirão apenas para armazenar os dados de jogos. Se você chegar em casa e quiser mostrar para todo mundo na sua sala as fotos que tirou em sua última viagem, coloque o cartão da sua máquina no Wii e faça um slideshow para todo mundo ver, ou edite as imagens com o aplicativo interno.

Navegue na internet com o Opera Browser – a versão para videogame do navegador Opera -, e acesse qualquer site como se estivesse usando seu computador. Infelizmente, para usar o Opera é necessário que ele seja comprado – mas o preço ainda não foi anunciado.

Veja a previsão do tempo para diversas cidades do mundo procurando-as em um globo 3D, informe-se com notícias que são automaticamente baixadas para sua leitura, converse, mande vídeos e mensagens para outros usuários do Wii conectados à internet ou quem está no PC ou em um celular. Tudo isso assim que você tirar o videogame da caixa – sem o uso de nenhum disco ou aplicação de qualquer custo adicional – exceto o custo da Internet, claro.

Além disso, há o Mii Channel. Através dele, você pode criar personagens 3D em um sistema parecido com o de The Sims 2 para uso no Wii Sports (jogue com um personagem parecido com você) e identificação no mundo online, servindo como um avatar. Você pode criar quantos personagens quiser e armazená-los no console, e até é possível pegar alguns deles e salvar na memória do próprio controle. Aí você vai com seu Wiimote para a casa do seu colega e joga no Wii dele com os seus personagens.

Antes que você já esteja tentando não se impressionar tanto por não ter grana (ou disposição) suficiente para comprar esta beleza de máquina, fique tranqüilo: o Wii estará disponível nos Estados Unidos à partir do dia 19 de Novembro e custará apenas US$249,99. Pagando esta quantia, você receberá não só o videogame, um Wiimote e um Nunchuk, mas também um jogo: o Wii Sports.

Ainda não está convencido? Vamos comparar:

O iPod Nano 8GB da Apple custa US$249,00
O Zune da Microsoft custa US$399,00
O PS3 da Sony custará US$599,00
O Xbox 360 da Microsoft custa US$399,00

O pessoal do Mastercard diria que comprar o Wii custa US$299,00, mas ter o prazer de jogá-lo… não tem preço!


Sony em declínio

Setembro 10, 2006

A Sony perdeu alguns parafusos nessa caminhada gloriosa ao lado de seu PS2, o videogame que só ficou popular por ser um console facilmente pirateado, e, assim, ter jogos por preços vergonhosos no lado negro e inabalado do mercado. E não é só aqui no Brasil, não! Veja isso aqui.

Não vê o porquê de eu dizer que a Sony perdeu a noção das coisas? Então continue lendo.

Vocês sabem (ou deveriam saber) que o Playstation 3 será lançado em Novembro, com o nada-doce-preço de 599 doletas. Seus concorrentes – o Xbox 360 e o Nintendo Wii – têm preços que, somados, dão o preço do titã da Sony. Já está aí a primeira grande mancada: quem vai desenbolsar tanta grana em um console enquanto poderia gastar a mesma quantia em dois?

Continuando com todo o nonsense, a Sony adotou como mídia para o PS3 o Blu-ray, uma tecnologia ainda novíssima que só aumenta o preço final do videogame e faz um rombo ainda maior no bolso do consumidor. E não é a primeira vez que a Sony tenta empurrar uma mídia no mercado com seus produtos – foi assim com seu MD contra o CD e também com o UMD contra o DVD. A conclusão dessa guerra pode ser concluída por sua resposta para a seguinte pergunta: você conhece um dos dois?

E para acabar com toda a dignidade que a empresa ainda tinha no meio dos gamers, graças a bons jogos como Shadow of the Colossus e God of War, ainda copiam a Nintendo colocando um sensor de movimento no Dual Shock. E alguns sonistas até levaram numa boa, até resolverem tirar do controle a função rumble, que faz o controle vibrar.

A prepotente Sony ainda disse, durante a E3, que aqueles que pretendem comprar o Playstation da nova geração terão que “trabalhar mais duro”, e estabeleceu como meta de consoles vendidos até o fim deste ano fiscal (Março de 2007) um “pequeno” número de sete dígitos.

Com tudo isso, as coisas para a Sony não andam nada boas, e ela recebe críticas de todos os cantos. Até dos sonistas mais realistas. Graças à esse cenário, medidas drásticas estão sendo tomadas: em um anúncio recente a empresa declarou que seu console será lançado na Europa e na Austrália apenas em março de 2007, e que a nova meta de vendas até antes do lançamento nestes dois continentes é de 400.000 unidades. E só.

Enquanto isso, a Nintendo vai veicular 6.000.000 de unidades do Wii para todo o mundo em uma data de lançamento ainda não confirmada, e pretende vendê-las todas até o fim do ano fiscal. A Microsoft já está com o Xbox desde o natal do ano passado, e vem fazendo uma boa vendagem na América do Norte e Europa. O PS3 tem um futuro incerto, e é passível de fracasso.

E para concluir, ontem o presidente da Sony, Ken Kutaragi, declarou à imprensa:

“Se vocês me perguntassem se a força da Sony no [setor de] hardware está em declínio, agora mesmo eu suponho que deveria dizer que isso pode ser verdade.” (fonte)

Enquanto isso, as expectativas quanto à Sony só caem, assim como suas ações.


iPhone

Setembro 7, 2006

A Apple cativa muitas pessoas ao redor do mundo, e parece ser um imã para a porção criativa dele. Hoje acabei esbarrando em um fan site do Isamu Sanada, um cara que faz milagres em programas 3D e dedica-se – entre outras coisas – a inventar gadgets novos sob a marca e filosofia Apple, publicando tudo em seu site. A obra fictícia mais recente em sua galeria é o iPhone. Pura simplicidade e elegância.

Um celular abençoado com a bonita e eficiente interface do Mac unida à do iPod, com duas telas, sendo uma sensível à toque: a de baixo, que adequa-se aos dois usos alternados. Quando você usa seu iPhone como celular, a tela de baixo mostra os botões necessários para tanto, e, quando você muda para o modo MP4 Player, lá estão, digitalizados, os conhecidos botões do iPod. Parece o produto perfeito, pena que é fictício!

Um outro gadget criativo ao extremo e que eu gostei bastante, também, foi o hiPod R1. À princípio pode parecer um relógio, mas é aí que você se engana: por baixo do conhecido logo da maçã e do display de horas, há uma tela quadrada e botões que anunciam que o que você tem no pulso é um iPhone (também com MP4 Player), com direito a fones wi-fi para ouvir músicas ou vozes esganiçadas de qualquer parte do mundo.

Se fosse de verdade, você teria a satisfação de usar essa belezinha no pulso por apenas alguns momentos… até pisar na rua e fazer feliz a vida de um trombadinha qualquer.

[08/09] EDIT: Engraçado. Hoje eu recebi o boletim do Clube do Hardware com a seguinte notícia:

A Apple vai lançar um iPod celular para o início de 2007, afirma o analista Shaw Wu, da American Technology Research. Segundo afirmou o site The Register, o produto terá um design bem parecido com o iPod Nano e virá em três cores: branca, preta e prata.

O analista ainda afirmou que o iPod-celular está sendo desenvolvido há um ano, tempo em que a duração da bateria e o design eram aprimorados e problemas com interferências, solucionados. E agora já está prontinho para a produção. No entanto, Wu não confirmou se a bateria do produto poderá ser trocada, ou se virá soldada como nos outros iPods. [mais...]

Sounds good.

technorati tags:, ,


Orkut e a Independência

Setembro 7, 2006

Em comemoração ao 7 de setembro, dia que marca a Independência do Brasil, o Orkut colocou em sua página inicial uma imagem comemorativa que deve ficar no ar apenas neste dia. É algo pequeno, mas que faz o portal de relacionamentos parecer mais brasileiro. Gostei! Podia ficar no lugar do logotipo sem sal que vemos todos os dias no meio daquele azulzinho morno todo.

Além disso, houve mais uma pequena atualização: agora quando você visita um perfil alheio, você pode ver quantos e quais amigos você e a pessoa de quem está roubando a privacidade têm em comum.


A dúvida cruel

Setembro 5, 2006

Inevitavelmente, um dia cada pessoa começa a ter dúvidas e se questiona sobre as mais variadas coisas: sua posição quanto a Deus, sua sexualidade (!), de onde veio, para onde vai… e, por fim, um dia virá a mais cruel das dúvidas para assolar-lhe, trazendo consigo o dilema fatal – e não estou falando sobre “ser ou não ser” ou qualquer uma das viagens shakesperianas -: que curso prestar?

 

Ainda estou no primeiro ano e já vem essa dúvida me cutucar. Ainda que eu ainda esteja dois anos longe do fatídico dia do vestibular, já me vem uma lista desesperadora, que tem como título “Cursos – vagas” e me faz assinalar assim, de cara, aquilo que vai me atormentar por, no mínimo, 4 longos anos. Será que um dia eu vou ter total certeza do que eu realmente quero fazer? Quase metade desses cursos eu nem sei para que serve (alguém poderia me dizer o que diabos se faz em Biblioteconomia? Aprendem-se as formas adequadas de mandar as pessoas calarem a boca nas bibliotecas?), e a outra metade me parece no mínimo interessante. No entanto, aquela coisa mais importante eu não sei: que curso… que curso eu escolherei para aprender por tantos anos? E se eu não gostar? Que crueldade!

Já me interessei por Química, Direito e Psicologia, mas já não quero prestar nenhum desses – só resta o fascínio pela tal química, mas todos dizem que quando eu chegar no segundo ano isso passa rapidinho. Ciências da Computação parece-me promissor – é para onde o futuro caminha; cada programa custa uma média de R$2.000 e aprender linguagens de programação não é um bicho de sete cabeças, se você não quiser que seja. Jornalismo é um curso que consigo me ver fazendo, mas eu me preocupo com o que o mercado vai ter a me oferecer quando eu estiver formado: vou viver escrevendo artigos para jornal ou ficar no backstage de uma revista? Ainda que a idéia de ficar até tarde com a equipe comendo pizza e tentando fechar uma edição seja muito legal, não sei como é a vida financeira de um jornalista. Letras é interessante, mas não me vejo professor de qualquer coisa – em que mais um letrado pode servir? Além disso, apesar de eu amar ler, não estou sendo lá um fã da Literatura que estou vendo esse ano, no colégio. Propaganda e Marketing me desperta o interesse, e, segundo o site da UNIC, alcança diversas áreas do mercado e há um alto índice de contratação de bacharelados do curso.

Dos que não constam nesta lista, Desenvolvimento de Websites me parece bom, mas se eu cursá-lo, será apenas quando eu terminar um outro, já que tem a duração de rápidos 5 semestres. Por fim, existe o Agronegócio, que me atrai apenas por ser algo ainda novo aqui em Cuiabá e não contar, ainda, com muitos graduados na área. Como Mato Grosso é um estado movido pela agroindústria, está aí um curso promissor. Meu professor diz que o salário inicial, já logo após a faculdade, gira em torno de R$10.000, mas eu duvido muito – são só dois anos de curso!

Bom, eu tenho ainda esta semana para pensar em alguma coisa. Sei que eu vou fazer apenas um simulado e o que eu marcar nesta lista aí não é nada irreversível – mas apenas por enquanto. Quando eu me inscrever no vestibular, será definitivo. Então vou fazer dessa prova uma preparação não só para o conteúdo quanto também para me preparar para a pressão da escolha de um curso. Melhor escolher agora do que perder fios e mais fios de cabelo daqui a dois anos. Aliás, tenho que conservar o máximo de fios de cabelo quanto possível – a genética prediz o futuro da minha cabeleira como sendo brilhante. Sacou?


Lula x Collor

Setembro 4, 2006

Esse vídeo disse tudo.

Uma coisa é certa: Lula de novo, não. Ele tinha pena de Collor, um “homem de grande respaldo”, por ele ter tido uma chance de mudar o Brasil para melhor e tê-la jogado fora, por ele ter construído uma quadrilha ao invés de um país melhor. Mas Lula declara que acha que Collor foi uma grande lição para o povo brasileiro, que aprendeu, e ele espera que nós escolhamos pessoas cujos passados políticos são de nosso conhecimento.

Como um exímio profeta, Lula predisse a sua própria gestão de presidente no Brasil. Assim como o Collor que outrora tanto criticou, Lula segurava em suas mãos a esperança da maioria dos votos que o elegeu, mas ele usou estas mesmas mãos para fechar seus olhos e ignorar a baderna em que o país se transformava.

Vimos as quadrilhas do Mensalão e todos os absurdos da politicagem corrupta, em que pessoas são perdoadas por “roubarem só um pouco” e onde presidente não sabe de nada. Na televisão, denúncias das irregularidades dos programas do Governo, do charlatanismo de eleitores e eleitos.

Se fizermos um retrospecto destes quatro últimos anos do país, o quadro não será nada bom. Mas quem não sabe disso? Se a gestão não foi boa, não há lógica em passar por ela de novo. Nada vai mudar. Nas pesquisas que vemos por aí, Lula desponta na frente dos outros candidatos, mas eu pergunto: você conhece ou já ouviu falar de algum entrevistado do IBOPE?

Você também ostenta uma chance de mudar o país, não jogue-a fora como Lula ou Collor fizeram. Vote com consciência. Jogar o voto no lixo é como fazer o mesmo com o país.


Mundos e fundos

Setembro 2, 2006

Perdendo apenas para a época de Natal, o período de véspera de Eleições é uma das épocas mais utópicas pelas que passamos. Ligue a televisão ou o rádio, e, ao invés de absorver um pouco de cultura inútil e cheia de sentidos dos meios de comunicação, você será submetido a uma avalanche de possibilidades infundadas e possíveis risadas. É sempre assim.

Enquanto alguns candidatos berram Mandioca neles!!no horário eleitoral, outros continuam prometendo ao eleitor que ocorrerão mudanças drásticas em seu estado, em seu país, de um jeito que nunca foi feito antes se, e somente se, eles forem eleitos. Mas, na verdade, eles apenas redigiram um texto rápido sobre economia, educação e corrupção para que possam concorrer a uma poltrona muito confortável e quatro anos de ócio (muito bem) remunerado, além de férias longas e passagens de avião pagas. Depois de eleitos, tudo o que vão fazer é sentar-se em uma sala e ouvir asneiras dos outros. Embora pareça a vida de um desempregado que passa os dias na frente da TV comprando cerveja com o dinheiro que serviria para sustentar sua família, engana-se: esta é a vida de deputados, senadores e os demais políticos.

Fazem de tudo para conquistar o coração de quem o vê ou ouve, depois é eleito e cai no esquecimento – aí então, os nomes só ressurgem quando estão envolvidos em uma CPI ou, quem sabe, quando estão nas linhas de um atestado de óbito. Terminadas as eleições, o eleitor esquece do texto, o ex-candidato não faz questão de lembrar, o foco fica no presidente e todos podem reclamar dele à vontade. É sempre assim.

O problema é que a política está ficando obsoleta, ninguém mais se preocupa com os meios: só se pensa no fim. Apenas as idéias dos presidentes são contestadas, enquanto que, aqueles que ficarão à cargo de julgar se uma lei que proíbe o trânsito de motocicletas depois das 22 horas vai ser aprovada ou não, falam, falam, falam e todo mundo só ouve – não se interessa. A população não tem a capacidade de distingüir quem tem potencial e quem não tem, e às vezes realmente não há ninguém que pareça bom. Então, o que fazer? Que democracia é esta, em que o povo tem que contentar-se com o “menos ruim”? Precisamos de mudanças. De verdade.

Candidatos à presidência têm que ter o Ensimo Fundamental, Médio e Superior, assim como aspirantes a senadores e deputados. Tem que haver uma forma de saber o que está acontecendo – talvez um canal aberto que monitorasse as Câmaras, ou sites que mostrassem os custos de projetos e o investimento colocado neles? Não podemos depender de jornais que apenas voltam ao assunto político quando é descoberta uma grande falcatrua.

A população tem que saber o que os políticos fazem, o que aprovam e o que desaprovam; temos que saber se cumprem suas promessas ou se passam seus tempos estudando novas formas de se dar bem; se estão fazendo o que é bom para a população ou se procuram vantagens para suas imagens, para seus bolsos; se a postura apresentada nas Eleições era uma máscara de gesso – que cede à menor força -, ou se era a verdadeira face, que equilibra o que calcula a mente e o que acha o coração. É preciso saber se os Mundos e fundos que nos prometem são possíveis, pois só iremos ter uma chance de renovar a cambada de engomados das Câmaras daqui a quatro anos. É tempo suficiente para levar o Brasil ao buraco, de uma vez por todas. Pense nisso, pelo (o que sobra do) amor que você tem ao seu país.


Serendipitia

Setembro 2, 2006

Sim, você descobriu coisa nova. ;)

Este blog é uma sequência de um outro blog meu, o Lasting Child – os posts foram importados de lá para a casa mais organizada do WordPress. Esperem mais textos inspirados no meu cotidiano do que relatos do meu dia-a-dia, no primeiro post oficial de conteúdo você vai entender. Por enquanto, descubra o que significa Serendipitia.

Serendipidade (com origem na palavra inglesa serendipity por vezes também traduzida como serendipitia) é a característica de descobrir por acidente e sagacidade uma coisa enquanto se tenta descobrir uma outra.

Considerada como uma forma especial de criatividade ou uma das muitas técnicas de desenvolvimento do potencial criativo de uma pessoa adulta. Aplica-se a descobertas “casuais” como a eletricidade animal (Galvani), a pilha elétrica (Volta) ou o famoso caso do Post-It (3M).

A palavra inglesa serendipity foi cunhada em 1754, pelo escritor e político Inglês Horace Walpole, depois de ter lido um conto de origem persa, relatando as façanhas dos “Três Príncipes de Serendip”. Serendip ou Serendib era o termo árabe da ilha que mais tarde se chamou Ceilão e hoje se conhece como Sri Lanka. A história dos três príncipes que eram privilegiados não apenas pela ascendência nobre mas também, e principalmente, pelo “dom” para os descobrimentos fortuitos. Conta a história que esses três personagens encontravam, sem procurar, a resposta para problemas que não haviam sido propostos. E que, graças à capacidade de observação e sagacidade descobriam, “acidentalmente”, a solução para dilemas impensados. Esta característica tornava-os especiais e importantes. O conto parece assinalar que os personagens tinham não apenas um dom especial, mas sim inteligência e preparo, além de uma mente aberta para as múltiplas possibilidades. A essas características damos o nome de Serendipidade.

É, segundo alguns autores, uma das formas mais expressivas da criatividade, pois as descobertas por serendipidade são sempre uma combinação de “acidente” e “sagacidade”. As descobertas científicas são, muitas vezes, resultado da soma de inteligência, perseverança, espírito crítico e sentido de observação.

O desenvolvimento tecnológico é também muitas vezes resultado de alguma forma de serendipidade: encontrar novas utilidades para uma coisa que tenha sido concebida para outro fim (ou para coisas que não tenham funcionado para o fim a que se destinavam originalmente). Um exemplo foi a descoberta do Pyrex (vidro resistente ao fogo direto). Os técnicos da empresa Corning Glass (EUA) procuravam, na verdade fabricar globos de vidro resistente, destinados à iluminação pública, demoraram para conseguir chegar aos tais globos. Mas, entretanto, descobriram o Pyrex.

Muitas outras coisas com as quais convivemos diariamente são resultados da serendipidade: o tubo de raios catódicos não foi inventado para ser “tubo de imagem de televisão”. A linha telefônica não foi inventada para transmitir informações de computador. O próprio computador não foi inventado para ser uma usado da forma tão banalizada como é usado hoje em dia.

A importância da serendipidade é que ela permite perceber que resultados aparentemente errados ou inadequados para a solução de um problema, podem ser absolutamente revolucionários se aplicados a outro problema ou em outra circunstancia.

Fonte: Wikipedia